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Traduction d'Unidos da Tijuca 2012

Découvrez l'œuvre "Le jour où toute la royauté a débarqué sur le sambodrome pour couronner le roi Luiz du sertão"

PT-BR

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Dans ce voyage d'aventure

Lua éclaire mon inspiration

Je vois la royauté enchantée

Par les beautés du sertão !

Pluie, soleil, mon regard s'est illuminé

Sur une terre lointaine

Ah, quelle vision éblouissante, ne t'en fais pas !

Muié rendá est la dentellière

Et parmi les saveurs du marché

L'argile, l'artisan, la création !

Mandacaru, la fleur du cangaço

Il y a le « xote des filles » dans ce bal populaire

Oh ! Mon Padim [Ciço], saint béni

Je tiens ma promesse, guide-moi dans la foi


À chaque gare, le triste départ

J'ai vu Vida Severina dans le chemin

Sur les quais du Chico, j'ai chassé le mal

Brodant le folklore, racine culturelle...

Allons-y car la nuit tombe, mon São João me manque

Respecte le Père Januário

Et son fameux accordéon à huit basses

Dans une sérénade, je chanterai avec joie

Dans mon pé de serra, je fais la fête au clair de lune...

Tijuca, la lumière du héraut annonce

Dans le carrosse de la fête, aujourd'hui c'est le couronnement !


Mon émotion va t'inviter

Chante, Tijuca, viens célébrer

Même Asa Branca rencontre le paon

Pour couronner le roi du sertão

Nessa viagem arretada
Lua clareia a inspiração
Vejo a realeza encantada
Com as belezas do sertão!
Chuva, sol, meu olhar brilhou
Em terra distante
Ai, que visão deslumbrante, se avexe não!
Muié rendá é rendeira
E no tempero da feira
O barro, o mestre, a criação!


Mandacaru, a flor do cangaço...
Tem xote, menina, nesse arrasta-pé
Oh! Meu Padim, santo abençoado
É promessa, eu pago, me guia na fé


Em cada estação, a triste partida
Eu vi no caminho Vida Severina
À margem do Chico espantei o mal
Bordando o folclore, raiz cultural...
Simbora que a noite já vem, saudades do meu São João
Respeita Véio Januário

Seus oito baixo tinhoso que só
Numa serenata feliz vou cantar
No meu pé de serra festejo ao luar...
Tijuca, a luz do arauto anuncia
Na carruagem da folia, hoje tem coroação!


A minha emoção vai te convidar
Canta, Tijuca, vem comemorar
"Inté" Asa Branca encontra o pavão
Pra coroar o rei do sertão

GLOSSAIRE

Lua: Apelido carinhoso de Luiz Gonzaga por causa de seu rosto redondo.


Sertão: Região semiárida do nordeste do Brasil, caracterizada por um clima seco e uma vegetação agreste, berço de uma cultura rica e resiliente.


Muié rendá: Canção emblemática do folclore brasileiro e referência à rendeira, uma artesã tradicional que tece a beleza com suas mãos.


Mandacaru: Cacto típico do nordeste brasileiro, símbolo de esperança e resistência.


Cangaço: Fenômeno social e histórico envolvendo grupos de bandoleiros nômades, símbolos de revolta contra a injustiça social no sertão.


Xote das meninas: Famosa composição musical de Luiz Gonzaga. O xote é um ritmo de dança extremamente popular nos bailes tradicionais nordestinos.


Padim Ciço: Apelido carinhoso do Padre Cícero, figura religiosa histórica e santo popular imensamente venerado pelo povo.


Vida Severina: Referência poética à obra literária de João Cabral de Melo Neto, ilustrando a existência árdua e a luta contínua dos habitantes do sertão.


Chico: Diminutivo carinhoso do rio São Francisco, fundamental para a agricultura e a cultura da região.


São João: Festa tradicional do mês de junho celebrando São João com fogueiras, danças e muita música regional.


Januário: O sanfoneiro e pai de Luiz Gonzaga.


Oito baixos: A sanfona de oito baixos é um instrumento musical diatônico complexo, essencial na criação da rítmica original do forró.


Pé de serra: Estilo musical tradicional e raiz do forró.


Tijuca: A escola de samba responsável por este desfile, trazendo a magia do carnaval carioca.


Asa Branca: A canção mais célebre de Luiz Gonzaga, narrando o êxodo forçado pela seca.


Pavão: O pássaro majestoso que serve de símbolo oficial à escola de samba Unidos da Tijuca.







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